OKC Thunder Brasil
sábado, 9 de março de 2013
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Entendendo o jogo do melhor time da NBA
Agora que o Thunder está em evidência e se afirmou como um contender de primeiro nível, estou vendo muita gente comentando sobre o time, nem sempre com tanto embasamento. Isso é natural, porque o time praticamente não tem torcida no Brasil, não era um dos times atraentes para os espectadores ocasionais e, de quebra, ainda costuma jogar em um fuso muito ruim para nós brasileiros.
O que tem proliferado aqui são as críticas a Russell Westbrook, armador da equipe. Muitos o acusam de não armar o jogo e de cometer muitos erros. E a maioria dos críticos diz isso unicamente por conta da série contra o Dallas Mavericks, nas finais do Oeste de 2011.
Antes de mais nada, temos que entender o esquema de jogo de Scott Brooks para saber o que cada jogador deve fazer em quadra.
O Thunder joga baseado em duas premissas fundamentais: uma defesa forte e física, sobretudo na transição, e um ataque que dá liberdade para seus principais jogadores improvisarem e usarem seu "killer istint" da maneira como consideram melhor.
Na defesa, o time aposta em um garrafão muito físico para não ceder pontos fáceis em infiltrações ou jogadas de post. Enquanto Kendrick Perkins usa seu físico e colocação para ocupar bem os espaços - algo que não aparece nas estatísticas básicas, mas muitas vezes é a diferença entre uma defesa forte ou fraca - Ibaka utiliza-se com perfeição da condição de um dos melhores atletas da NBA para ser um monstro na help defense e acompanhar jogadores mais rápidos nas trocas de marcação. No perímetro, Russell Westbrook e Thabo Sefolosha, dois jogadores com nível para times de defesa, comandam uma defesa agressiva, que reduz muito a produção dos rivais. Para se ter uma ideia, os adversários do Thunder conseguem acertar apenas 42,2% de seus arremessos e apenas 31,8% dos arremessos de três pontos (em ambos os casos, a quinta melhor marca da NBA), tendo números parecidos com grandes times defensivos, do calibre de Boston Celtics (41,6% e 29,1%, respectivamente) e Philadelfia 67ers (42% e 30,8%).
O que tem proliferado aqui são as críticas a Russell Westbrook, armador da equipe. Muitos o acusam de não armar o jogo e de cometer muitos erros. E a maioria dos críticos diz isso unicamente por conta da série contra o Dallas Mavericks, nas finais do Oeste de 2011.
Antes de mais nada, temos que entender o esquema de jogo de Scott Brooks para saber o que cada jogador deve fazer em quadra.
O Thunder joga baseado em duas premissas fundamentais: uma defesa forte e física, sobretudo na transição, e um ataque que dá liberdade para seus principais jogadores improvisarem e usarem seu "killer istint" da maneira como consideram melhor.
Na defesa, o time aposta em um garrafão muito físico para não ceder pontos fáceis em infiltrações ou jogadas de post. Enquanto Kendrick Perkins usa seu físico e colocação para ocupar bem os espaços - algo que não aparece nas estatísticas básicas, mas muitas vezes é a diferença entre uma defesa forte ou fraca - Ibaka utiliza-se com perfeição da condição de um dos melhores atletas da NBA para ser um monstro na help defense e acompanhar jogadores mais rápidos nas trocas de marcação. No perímetro, Russell Westbrook e Thabo Sefolosha, dois jogadores com nível para times de defesa, comandam uma defesa agressiva, que reduz muito a produção dos rivais. Para se ter uma ideia, os adversários do Thunder conseguem acertar apenas 42,2% de seus arremessos e apenas 31,8% dos arremessos de três pontos (em ambos os casos, a quinta melhor marca da NBA), tendo números parecidos com grandes times defensivos, do calibre de Boston Celtics (41,6% e 29,1%, respectivamente) e Philadelfia 67ers (42% e 30,8%).
Embora nunca vá se tornar um defensor de primeiro nível, o líder do Thunder tem melhorado sua help defense, obtendo 1.2 roubo (segunda melhor marca da carreira) e se tornando um bloqueador bastante interessante, com uma boa média 1,5 toco por jogo, a segunda melhor entre todos os SFs da NBA, contribuindo para transformar o time no segundo que mais dá tocos em toda a liga.
Como podemos ver, a defesa do Thunder tem ótimos números, mas é apenas a 13ª quando o assunto é pontos sofridos. Por que isso acontece? Por conta do ataque da equipe, por mais estranho que isso possa parecer.
O Thunder é o terceiro melhor ataque da NBA, atrás apenas de Denver e Miami. E, como os dois líderes, tem esses números porque é um time que joga muito em transição, tendo um pace (posses de bola por jogo) alto.
A grande sacada de Scott Brooks, Coach of the Year de 2009, foi enxergar que, com tantos jogadores talentosos e versáteis no ataque, seria um erro instituir um sistema de jogo rígido e cheio de jogadas de meia quadra ensaiadas. Recuperando muito a bola com rebotes, turnovers, roubos e tocos, o Thunder consegue explorar ao máximo o atleticismo e talento de Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, além de incluir na brincadeira outros jogadores menos capazes, como Serge Ibaka e Thabo Sefolosha. Em comum, todos tem a incrível capacidade de correr muito nos contra-ataques e enterrar na cabeça dos adversários.
Como podemos ver, a defesa do Thunder tem ótimos números, mas é apenas a 13ª quando o assunto é pontos sofridos. Por que isso acontece? Por conta do ataque da equipe, por mais estranho que isso possa parecer.
O Thunder é o terceiro melhor ataque da NBA, atrás apenas de Denver e Miami. E, como os dois líderes, tem esses números porque é um time que joga muito em transição, tendo um pace (posses de bola por jogo) alto.
A grande sacada de Scott Brooks, Coach of the Year de 2009, foi enxergar que, com tantos jogadores talentosos e versáteis no ataque, seria um erro instituir um sistema de jogo rígido e cheio de jogadas de meia quadra ensaiadas. Recuperando muito a bola com rebotes, turnovers, roubos e tocos, o Thunder consegue explorar ao máximo o atleticismo e talento de Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, além de incluir na brincadeira outros jogadores menos capazes, como Serge Ibaka e Thabo Sefolosha. Em comum, todos tem a incrível capacidade de correr muito nos contra-ataques e enterrar na cabeça dos adversários.
Só que um esquema livre de jogo, baseado no improviso (com muitas jogadas de isolação e tentativas de infiltração) deveria resultar em um FG% baixo, certo? Errado. O Thunder é o terceiro melhor da NBA nisso também! Em parte, é porque o time consegue muitos pontos fáceis nos contra-ataques, óbvio, mas tem grande parcela de contribuição o excelente aproveitamento de Kevin Durant e Russell Westbrook. Não é nada fácil jogar o tempo todo chamando a atenção da defesa e tentando arremessos difíceis e, ainda assim ficar, com mais de 50% (no caso de Durant) ou perto disso (Westbrook tem quase 46%, algo bem próximo de Kobe Bryant).
Por outro lado, tentar infiltrações difíceis, trocas de passe em alta velocidade e enterradas dignas de slam dunk contest tem o seu preço: os turnovers. Sim, aquela temida palavrinha que significa desperdício de bola (entram aí também faltas de ataque, por exemplo). Tanto Westbrook (4.0 TPG), quanto Durant (3.7 TPG) estão no top 10 dessa inglória estatística.
Mas CALMA! Isso não significa que os dois errem muito ou algo assim. Durant comete desperdícios em apenas 14,4% das suas posses de bola (132º na NBA) e Westbrook em 16,3% (87º). Números bastante aceitáveis, quando falamos dois números 4 (Westbrook) e 5 (KD) no ranking de usage, aquela estatística avançada que mede a porcentagem de posses de bola com participação de um determinado jogador. Ou seja: Westbrook e Durant erram pouco quando vemos que ficam muito com a bola e sempre com atenção especial das defesas.
Tirando os dois pilares do ataque de OKC, temos como destaque absoluto o sexto homem James Harden. Tem algum jogador produzindo mais vindo do banco? Eu acho que não. Harden não só lidera os reservas em pontos (16.6), como também em eficiência (17,35 - mais que caras como Monta Ellis, John Wall, Rudy Gay e Dirk Nowitski!). Se Durant e Westbrook podem improvisar à vontade, é Harden (e Maynor, que está fora da temporada) quem para o jogo e consegue bolas de segurança.
Por outro lado, tentar infiltrações difíceis, trocas de passe em alta velocidade e enterradas dignas de slam dunk contest tem o seu preço: os turnovers. Sim, aquela temida palavrinha que significa desperdício de bola (entram aí também faltas de ataque, por exemplo). Tanto Westbrook (4.0 TPG), quanto Durant (3.7 TPG) estão no top 10 dessa inglória estatística.
Mas CALMA! Isso não significa que os dois errem muito ou algo assim. Durant comete desperdícios em apenas 14,4% das suas posses de bola (132º na NBA) e Westbrook em 16,3% (87º). Números bastante aceitáveis, quando falamos dois números 4 (Westbrook) e 5 (KD) no ranking de usage, aquela estatística avançada que mede a porcentagem de posses de bola com participação de um determinado jogador. Ou seja: Westbrook e Durant erram pouco quando vemos que ficam muito com a bola e sempre com atenção especial das defesas.
Tirando os dois pilares do ataque de OKC, temos como destaque absoluto o sexto homem James Harden. Tem algum jogador produzindo mais vindo do banco? Eu acho que não. Harden não só lidera os reservas em pontos (16.6), como também em eficiência (17,35 - mais que caras como Monta Ellis, John Wall, Rudy Gay e Dirk Nowitski!). Se Durant e Westbrook podem improvisar à vontade, é Harden (e Maynor, que está fora da temporada) quem para o jogo e consegue bolas de segurança.
O time é criticado por muitas vezes não conseguir acalmar as coisas quando tem que administrar uma vantagem no fim dos jogos. Isso em parte é verdade, embora não se possa culpar apenas o PG titular por isso, mas nesta temporada Harden tem ficado cada vez mais com a bola nesses momentos, o que tem ajudado o time a ser um dos melhores da temporada no clutch time. A tendência é que Fear The Beard conduza a bola e Durant (um dos melhores pontuadores de quarto período da temporada) centre os arremessos. Se o time conseguir fazer isso em momentos de pressão, vai ter resolvido sua principal lacuna e confirmará, de vez, a condição de melhor time do Oeste e um dos principais favoritos ao título.
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